11 de agosto de 2009


às vezes eu não sei quando é chuva ou quando é choro.

Acordar

Sonhar com você no inverno
é como aguçar a saudade
é como temperar com pimenta moída
e em seguida secar as lágrimas
com as mãos ainda sujas.

Ardência que chuva nenhuma ameniza
vontade grande e grave.

Te escrevo cartas com perfume e música
e os barcos que construo com elas
descem as ruas sem encontrar teu porto
à deriva, sigo esperando o verão.

Sobremesa: "Sossegue coração/ ainda não é agora/ a confusão prossegue/ sonhos a fora". (Paulo Leminski).

7 digestão:

tyara disse...

Impossível ler enão lembrar da minha saudade cotidiana... Uma saudade tão má de uma pessoa tão boa.
E que venha o verão.

luci disse...

ai, quel, que coisa linda! "às vezes eu não sei quando é chuva ou quando é choro". isso me lembrou a personagem "fernanda" de 100 anos de solidao... quando ele diz que ela nao se importava com a chuva que caia em macondo, porque era como se tivesse chovido a vida toda pra ela. ou qq coisa que o valha. é lindo!

danilo disse...

a minha saudade é destas coisas que você escreve por aqui... Lindo! =*

Cleo Barbosa disse...

Ei Raquel!
Que carinho n'alma. Que lindo!
Você não deixou seu e-mail...
Beijo grande!
Cleo
Ateliê de Moda

Clarissa Marinho disse...

Que coisa bonita,Raquel!Bonita mesmo,feito saudade que dói,e feito chuva-choro(o que dói tb pode ser bonito,se for de verdade)
bjo!

L. de Liuba disse...

lindinha, um passeio bom danado, nesse vale...
uma inquietude gostosa feito coceira de bicho-de-pé.
beijo pra vc, quel!

Carolina Queiroz disse...

Tô de volta ao mundo virtual. Tirando a ferrugem e limpando a poeira. (rs)